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Transportadores enfrentam problemas para refinanciarem os contratos

Bancos estariam desobedecendo as regras impostas pelo governo

As pressões da categoria dos transportadores rodoviários de cargas, fizeram com que o governo editasse uma resolução tratando do refinanciamento das parcelas dos contratos de Finame ( Financiamento BNDES). A medida vale para as empresas e pessoas físicas que estão passando por sérios problemas financeiros e adquiriram veículos através de empréstimos feitos através do BNDES.  Com a resolução os empresários teriam a seguinte vantagem: as últimas 12 parcelas a vencer seriam deixadas para pagamento após um ano do vencimento, ou seja, eles trabalhariam um ano sem precisar pagar as parcelas. Mas, de acordo com o advogado especialista no setor de transporte rodoviário de cargas, Cassio Vieceli, “ o setor que já enfrenta problemas graves, agora esbarra na burocracia dos bancos, que estão se recusando em aceitar e encaminhar esses pedidos. O que eu vejo com grande preocupação, pois é uma determinação do Governo Federal e os bancos não estão atendendo”, pontuou.

Outro problema, segundo o especialista, a resolução limita essa oportunidade apenas para as empresas com faturamento anual de até R$ 2.400.000,00 (dois milhões e quatrocentos mil reais). Essa ação do Governo não agradou os transportadores, pois houve um tratamento diferenciado, entre as pequenas, médias e grandes empresas. Neste momento, todas estão com dificuldades financeiras. “ O pedido que houve em Brasília, onde tive a oportunidade de acompanhar é que este benefício se estendesse a todas as empresas, porém o governo limitou. Neste momento de recessão, a produção caiu muito e consequentemente o transporte também diminuiu”, explicou Vieceli.

Neste momento, o assunto está sendo discutido na Câmara dos Deputados, para que todas as empresas sejam incluídas. Lembrando, que esta resolução é destinada para quem busca adquirir ou fazer  arrendamento mercantil de caminhões, chassis, caminhões-tratores, carretas, cavalos- mecânicos, reboques, semirreboques, tanques e afins, carrocerias para caminhões, novos ou usados; sistemas de rastreamento novos; seguro do bem e seguro prestamista, firmadas até 31 de dezembro de 2014. Porém, essa não é a realidade que os interessados estão encontrando.

 

VIDEO: https://www.youtube.com/watch?v=NaFUWPIQJPs

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